Ouça no Volume Máximo na campanha do Crescendo Giocoso!

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Começou essa semana no Kickstarter a campanha do Crescendo Giocoso, um livro lindo que reúne o roteiro para 12 larps da cena italiana contemporânea!

Idealizado por Oscar Biffi e The Italian Chamber Orchestra, a publicação conta com larps das mais variadas temáticas – de relacionamentos amorosos a histórias de cavalaria, do terceiro reich a companhias de teatro. São jogos que precisam de pouca produção e podem ser realizados por qualquer pessoa, com seu grupo de amigos ou familiares. Um cenário bem familiar para o Brasil =)

Os italianos vêm surgindo há alguns anos na cena internacional de larp com produções, roteiro e manifestos, criando diálogos para além das fronteiras nacionais ou mesmo europeias e chegando inclusive ao Brasil! E eu fico muito feliz de representar nossas terras nessa história!

Junto dos larps italianos, a campanha do Crescendo Giocoso oferece uma série de recompensas para metas adicionais, várias delas trazendo larps de autores internacionais!

Ao lado de trabalhos de Jason Morningstar, Evan Torner, Mikołaj Wicher, Antonio Amato e Ole Peder Giæver, está lá o Ouça no Volume Máximo! =D

Seguindo sua trajetória pioneira (primeiro roteiro de larp lançado no Brasil, primeiro lançado comercialmente, primeiro larp brasileiro realizado em Portugal), Ouça no Volume Máximo agora parte para novas viagens!

Recomendo uma visita atenta ao site da campanha, porque o projeto está lindo mesmo!

https://www.kickstarter.com/projects/1458963638/crescendo-giocoso?ref=project_link

Chuva Ácida -Sesc Ipiranga [19/2 – São Paulo – SP]

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Numa megalópole distópica, governada por um apresentador de televisão e grandes corporações, as ruas são cinzentas e as crianças não tem leite, os velhos trabalham até a morte e os jovens adoecem sob a chuva tóxica que não para de cair.

Para sobreviver, você trabalha no contraturno numa grande empresa terceirizada de detetives. Diariamente, você veste sua capa, abre seu guarda-chuva e vaga pela cidade tentando garantir o dinheiro do aluguel.

Definitivamente, não é tão charmoso quanto nos filmes. Mas é a vida real.

Chuva Ácida é o larp que encerra a programação TERRITÓRIO LARP do Sesc Ipiranga. Um jogo que parte do que chamam de realidade para construir algum sentido. Durante o larp, as pessoas desempenham papéis de detetives e outras personagens em investigações que surgem dos jornais e vão para a ficção – ou despontam da ficção para alguma espécie de verdade.

Inédito, Chuva Ácida bebe das referências do cinema noir e de obras distópicas como Blade Runner, Brazil e o mundo em fevereiro de 2017.

Para participar do larp basta aparecer no Espaço de Tecnologias e Artes do Sesc Ipiranga neste domingo 19/2 às 14 horas. O evento é gratuito e não é preciso fazer inscrição prévia.

O Sesc Ipiranga fica na Rua Bom Pastor, 822 em São Paulo/SP.

 

Deriva – Sesc Ipiranga [5/2 – São Paulo/SP]

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Deriva é um larp baseado no conto À Deriva, do escritor uruguaio Horacio Quiroga. Os jogadores vivem uma luta pela sobrevivência na selva, enquanto agonizam sob os efeitos de um veneno letal.

Com ênfase no trabalho corporal e no uso da imaginação, Deriva faz parte de um grupo de larps que buscam explorar as potencialidades do corpo em jogo, como monstros e Último dia em Antares.

Através da imaginação, os jogadores criam seu entorno e moldam seus corpos, deslocando-se por espaços ficcionais que se cruzam. A procura é pela imersão surgida desses corpos modificados pelas sugestões criativas dos participantes.

Primeiro jogo de uma série batizada como Larps de Amor, de Loucura e de Morte – em referência à coleção de contos de Quiroga -, Deriva faz sua estreia dentro da programação do TERRITÓRIO LARP.

Deriva é nesse domingo dia 5, a partir das 14h. A participação é gratuita e não é preciso fazer inscrição antecipada, basta comparecer no horário.

É recomendado que os participantes venham com trajes confortáveis. Durante o larp, poderá haver trabalho corporal intenso, com movimentos como engatinhar, rastejar e rolar no chão.

TERRITÓRIO LARP acontece durante janeiro e fevereiro, a cada 15 dias, sempre aos domingos e com um jogo diferente, gratuito e aberto ao público.

Sesc Ipiranga fica na Rua Bom Pastor, 822 em São Paulo/SP.

Jesus Cristo Cupcake – Sesc Ipiranga [22/1 – São Paulo/SP]

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Jesus Cristo Cupcake é um larp sobre descrença e o século 21. Um dos personagens encontrou o Messias e recebeu um chamado. O outro vai ouvir em primeira mão o testemunho dessa revelação. Do encontro, surgem nossas ideias e questões sobre fé, crença, espiritualidade e o tempo em que vivemos.

Elaborado em 2014 e realizado no Centro Cultural São Paulo (desde então o larp nunca mais foi organizado – pelo que eu saiba), Jesus Cristo Cupcake surgiu da vontade de explorar as possibilidades de um tema sempre em pauta, mas amplamente considerado impossível, improvável ou longínquo – a volta de Jesus Cristo. Sem atrelar uma religião específica e longe de ter caráter evangelizador, o larp se debruça sobre os aspectos culturais da questão e sobre a espiritualidade individual (ou ausência dela).

Na forma, Jesus Cristo Cupcake buscou estudar formatos mínimos da linguagem do larp, junto com uma nascente preocupação com o corpo em jogo (essa preocupação daria origem mais tarde a trabalhos como monstros e Último dia em Antares).

Para a programação TERRITÓRIO LARP do Espaço de Tecnologias e Artes do Sesc Ipiranga a ideia é explorar também a reaplicabilidade do larp, com a vivência de diversos papéis dentro do mesmo jogo. Com duração sugerida de 15 minutos, a perspectiva é que Jesus Cristo Cupcake seja jogado várias vezes pelos participantes no dia 22.

TERRITÓRIO LARP acontece durante janeiro e fevereiro, a cada 15 dias, sempre aos domingos e com um jogo diferente, gratuito e aberto ao público. O primeiro foi Ajuste os controles para o centro do sol, no dia 8.

Jesus Cristo Cupcake é nesse domingo dia 22, a partir das 14h. A participação é gratuita e não precisa de inscrição, é só chegar no horário.

Sesc Ipiranga fica na Rua Bom Pastor, 822 em São Paulo/SP.

Ajuste os controles para o centro do sol – Sesc Ipiranga [8/1 – São Paulo/SP]

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Ajuste os controles para o centro do sol é um larp sobre uma missão espacial que se desvia da rota e acaba do outro lado do universo, a um século de distância de casa e do seu objetivo. É a história de uma viagem que levará a vida inteira e na qual os signos do fracasso e da vida perdida assombram os tripulantes por décadas.

Durante o larp, os participantes criam todo o cenário no qual a história se passa, elaborando as mudanças na política, na sociedade e na tecnologia. Também de maneira colaborativa, criam os personagens que farão parte da história.

No enredo, o larp busca inspiração em obras como 2001: Uma Odisseia no Espaço (o livro também!), o filme Europa Report, a série de tevê Ascension e toda a sorte de narrativas sobre viagens espaciais transgeracionais.

Já na estrutura, Ajuste os controles para o centro do sol dialoga com rpgs e jogos de tabuleiro, ao mesmo tempo em que continua a pesquisa no aprofundamento da construção colaborativa da experiência no larp.

O primeiro teste do larp aconteceu em outubro de 2016, durante a Oficina de Jogos Narrativos do companheiro Tadeu “Barba” Rodrigues, lá no Sesc Sorocaba. Depois, veio para São Paulo integrar a programação do FERVO de novembro, realizado num boteco da cidade.

Agora, Ajustes os controles para o centro do sol abre a programação TERRITÓRIO LARP, que vai levar ao Espaço de Tecnologias e Artes do Sesc Ipiranga quatro larps elaborados por mim. Durante janeiro e fevereiro, a cada 15 dias estarei por lá aos domingos realizando um jogo diferente, sempre gratuito e aberto ao público.

E para deixar a programação do começo de ano ainda mais bacana, a Confraria das Ideias também estará no Sesc Ipiranga com Jogo Paranoide, um larp sobre mistérios, os anos 60 e é claro, paranoia. Os confrades fazem 3 encontros, intercalados com a programação do TERRITÓRIO LARP.

Ajuste os controles para o centro do sol é nesse domingo dia 8, a partir das 14h. A participação é gratuita e não precisa de inscrição, é só colar no horário.

Sesc Ipiranga fica na Rua Bom Pastor, 822 em São Paulo/SP.

Ouça no Volume Máximo na Funbox [14.12.2016]

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Sumido, né?

Voltando com atualizações dos acontecimentos em larp. =)

Quarta-feira passada, 14 de dezembro, realizei o Ouça no Volume Máximo na Funbox Ludolocadora, no bairro da Saúde, em São Paulo. O evento marcou a chegada do roteiro do larp por lá. Se você mora em São Paulo e quiser adquirir um exemplar da versão fetiche do Ouça no Volume Máximo, agora pode encontrar na Funbox.

Na boa tradição de hackear os larps, fizemos um jogo com oito participantes – o roteiro indica até sete pessoas. A banda concordou em trocar mensagens por whatsapp e marcar um churrasco para, quem sabe, fazer um som. Rolou uma sessão de fotos ao final e acho que dessa vez a Ouça no Volume Máximo volta.

Agradecimentos aos parças de banda – Augusto Manzano, Daniel Vas, Jorge D’Angelo, Leandro Godoy, Lucas Hideki, Luiz Falcão, Tadeu “Barba” Rodrigues – ao Jaime Daniel Cancela pelo espaço, confiança e parceria, à Bia Mazzaropi, Eduardo Garcia e Tiago Campanário Braga pelos registros em vídeo e foto e ao Rafael “Raca” Carneiro Vasques pela participação especial.

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Fotos por Tiago Campanário Braga.

Não existe fim do mundo para quem já foi embora – Último dia em Antares no CCJ [22.10.2016]

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Antares explodiu. A estrela cresceu inexoravelmente e consumiu a família que buscava paz. Deitados, aconchegados, buscando afetos. Termina assim, com amor.

Depois de realizar Último dia em Antares na Residência Leste, me juntei ao Luiz Falcão para fazer a versão Boi Voador do larp. Assim como foi feito em 2015 com monstros, partimos da premissa de não alterar o enredo do jogo, mas de retrabalhar sua montagem. Figurino, sonoplastia, iluminação e cenografia seriam passados em revista, buscando potencializar certas vivências ou criar novas dimensões para os participantes.

O larp começou com uma série de exercícios preparatórios para o corpo e para o estado de espírito, desnaturalizando os gestos e buscando novas formas poéticas de expressão. A partir das sugestões dadas pelos participantes de Itaquera, acrescentamos também novos exercícios voltados para a reflexão sobre a morte.

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Os personagens foram construídos com ênfase no trabalho corporal e na relação do jogador com a roupa. Exercícios já com o figurino estimularam os participantes a sentir a modificação nos movimentos e a jogar com ela, imprimindo as características dos personagens nos próprios corpos.

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Dessa vez tivemos todos os 7 personagens em jogo e pudemos ver como os corpos mais libertos da criança e da adolescente criaram dinâmicas diferentes com o espaço e com os outros membros da família. Em Itaquera esses dois personagens ficaram de fora.

Quando os personagens estavam rascunhados, os participantes fecharam os olhos e buscaram a conexão. Ao abri-los novamente, se viram  iluminados apenas por leds azuis e na companhia de duas fracas lanternas artesanais.

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Enquanto o jogo avançava, luzes vermelhas foram crescendo progressivamente, acabando por banhar todo o espaço. Ao mesmo tempo, as cadeiras iam sendo arrastadas para dentro do espaço, diminuindo paulatinamente a área dos jogadores. As luzes azuis dos leds iam caindo e se apagando com essa movimentação. Além das cadeiras, a cenografia contou com um novelo de lã suspenso e alguns travesseiros.

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A sonoplastia também sofreu alterações significativas em relação à Itaquera, com o trabalho de sobreposição de trilhas na faixa de abertura e a inclusão de um tema de transição antes da trilha de encerramento, que foi substituída. (Aliás, o tema de encerramento foi assunto de uma boa conversa ao final do larp, sendo questionado sobre seu sentido e diálogo com a situação dos refugiados.)

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Último dia em Antares cresceu muito de uma montagem para outra. Pudemos usar um espaço com blackout, o que viabilizou trabalhar a iluminação dos canhões de luz e das lanternas. Tivemos também mais tempo para os exercícios de preparação e montagem do figurino e isso apareceu de maneira muito clara nos corpos em jogo.

Na conversa pós-larp, além da discussão sobre a música de encerramento, tivemos também um questionamento sobre a forma de sair da experiência. Foi apontado que o larp terminou de maneira abrupta e que a carga emocional construída desde a preparação pedia um processo de “volta ao cotidiano”. Como uma seta certeira. Um ponto que merece um pensamento generoso no futuro.

[todas as fotos por Luiz Falcão]